Por que empresas fazem testes em animais

TESTE EM ANIMAL1Imagem: Reprodução

1 – POR QUE USAR ANIMAIS EM TESTES?

Os testes em animais são feitos em laboratórios com o objetivo da produção de vacinas, desenvolvimento de novos medicamentos, pesquisas relacionadas ao câncer, estudos de toxicidade e testes de produtos de cosméticos. Eles acabam fazendo parte desses estudos, pois suas característica são bem parecidas qual a dos humanos, seja a pele, olhos ou órgãos.

2 – ALTERNATIVAS:

Em relação aos teste de produtos de cosméticos em animais, já existe métodos alternativos como, por exemplo, a pele humana reconstituída. Ou seja, os laboratórios produzem tecidos através de cultura de células. Assim pode-se avaliar o efeito de tal substância em contato com a pele sem o uso de seres vivos durante esses procedimentos.

De acordo com Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam), esse método ainda possui algumas implicações para ser usado no Brasil, como o material que será utilizado para criar a pele reconstituída é importado e possui validade de apenas 1 semana. O Brasil já está envolvido em projetos com foco no desenvolvimento de peles reconstituída pelo Bracvam, que recebe total apoio da Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Alguns testes de permeação cutânea, ou seja, testes que avaliam e certificam a eficácia de tal produto em contato com a pele, também podem excluir os animais, o teste é feito por um sistema in vitro. Este método se baseia somente em analises de células em laboratório e não com o animal vivo.

Estudos feitos com o objetivo de avaliar a irritação nos olhos também podem ser substituídos parcialmente. Por exemplo, ao invés de introduzir grande quantidade de substancias nos olhos de animais vivos, pode-se optar pela utilização de olhos de galinhas e de bois que já foram mortos no processo de abate para a alimentação.

3 – O PROBLEMA DO INSTITUTO ROYAL

O instituto Royal que está localizado em São Roque-SP, foi invadido por um grupo de ativistas que fazem acusações de maus tratos contra a instituição, por utilizar animais para testes laboratoriais. A empresa alega que os 178 animais que foram resgatados eram usados em testes de segurança para medicamento fitoterápicos, tratamentos para doenças como câncer, diabetes, epilepsia, hipertensão e desenvolvimento de analgésicos e antibióticos. Mas o que se viu foi os animais sendo mantidos em péssimas condições, lugares sujos, com condições de vida e alimentação inadequadas. Ou seja, além de usarem animais em testes, ainda os mantinham em condições desgraçadas.

Por outro lado, depois de toda essa confusão, ainda somos obrigados a ver pessoas manchando essa luta. Após apenas alguns dias do ocorrido, uma pessoa – se é que podemos chamar de pessoa – estava vendendo um dos Beagles no mercado livre por R$ 2,700 reais como um monumento histórico. O instituto Royal deveria usar esse cara em teste, isso sim. 

beagle-instituto royalImagem: Reprodução

4 – CONSEQUÊNCIAS:

De acordo com a lei 11.794 que regulamenta os testes feitos com os animais no Brasil, se o Instituto Royal for culpado das acusações de maus tratos, poderá receber multas no valor de R$ 5.000 a R$ 20.000, fora a interdição temporária ou definitiva. Já as pessoas que estavam envolvidas no resgate dos Beagles, poderão responder por arrombamento, formação de quadrilha e furto qualificado.

5 – PETIÇÃO

No momento está rolando a petição para acabar com os testes em animais, a proposta é trazer novas alternativas. O foco principal é a proibição total dos testes que usam animais para fins comerciais e de estudo. Para entender melhor a proposta clique AQUI.

6 – LISTA DO PETA E DO PEA

Bom vou deixar disponível as listas que foram divulgadas pelo PETA das empresas que usam e não usam animais em testes laboratoriais, e uma outra lista do PEA, que são as empresas nacionais que não utilizam animais em testes.

O que você acha dos testes em animais?

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Autor do blog Bicho de Apê, publicitário por formação e estudante de Medicina Veterinária.

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