Leishmaniose canina – Sintomas e prevenção

A Leishmaniose canina, merece alguns cuidados e muita atenção! Nesse post vou abordar alguns pontos como a, transmissão, vacinação e outras informações relevantes sobre a doença, que ainda não existe cura e pode levar o seu animal de estimação à óbito.

Leishmaniose canina:

A Leishmaniose canina é causada por protozoários,  a manifestação da doença pode ser cutânea ou visceral. A doença é enquadrada como zoonose, o que significa que é uma doença que pode ser transmitida para os homens por meio dos animais. É muito importante ficarmos de olhos abertos, pois a doença nem sempre apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico pelo médico veterinário. A Leishmaniose canina visceral é uma doença mortal e de processo muito lento,  os cachorros que vivem no meio urbano são considerados verdadeiros reservatórios da doença.

mosquito-da-leishmaniose-caninaImagem: Reprodução

 

O Ministério da Saúde do Brasil cuida do Programa de Controle da Leishmaniose canina, para a proteção dos animais e das pessoas é realizado os testes para detecção da doença, os testes são conhecidos como, ELISA e RIFI. Caso o resultado do exame seja positivo, o ministério obriga que o animal  seja eutanasiado (sacrificado) (veja o posicionamento do Conselho Federal de Medicina Veterinária sobre o assunto, aqui).

Transmissão da Leishmaniose canina:

A transmissão da leishmaniose canina acontece por meio dos mosquitos flebotomíneos, que acabam ingerindo protozoários leishmanias quando estão se alimentando principalmente de mamíferos.  Tanto a Leishmaniose canina Cutânea como a Visceral, atacam as células de defesa do animal. Uma vez que o mosquito esteja infectado,  a transmissão da doença para outros animais fica muito mais fácil,pois basta uma única picada para que o animal seja infectado.

Acredita-se também que uma outra maneira de transmitir a Leishmaniose canina, pode ser por contato sexual. Pesquisadores observaram uma região nos EUA onde o número de mosquitos infectados naturalmente era muito baixo, e que mesmo assim o número de animais infectados estava crescendo. Os cientistas acabaram concluindo que, no ato sexual dos cachorros, a transmissão ocorria via uretra dos cães.

Áreas endêmicas da Leishmaniose canina:

No Brasil, praticamente todos os estados possuem registros da doença, mas existem algumas regiões que merecem mais atenção como, por exemplo, Norte e Nordeste, onde a infraestrutura sanitária acaba favorecendo a doença. A cidade de São Paulo também está na lista das áreas endêmicas, pois os número de casos aumentaram durante os últimos anos. Cidades como, Indaiatuba, Bauru, Araçatuba, Araraquara e Ribeirão Preto merecem atenção redobrada.

Sintomas da Leishmaniose canina:

Os animais infectados pela Leishmaniose canina Visceral podem apresentar sintomas como, aumento considerável do fígado, baço, diarreia, tosse, febre e perda de peso. Já os animais que sofrem da doença Leishmaniose canina Cutânea podem ter úlceras (feridas) nas mucosas e na pele.

leishmaniose-caninaImagem: Reprodução

 

Vacinação da Leishmaniose canina:

Hoje em dia já existe vacina contra a Leishmaniose canina, mas antes de fazer a vacina é necessário realizar um exame para ver se o animal já não está infectado. Depois da confirmação da ausência da doença, você poderá levar seu animal para ser vacinado. São 3 doses com intervalos de 21  dias cada uma, o cão deve ter pelo menos 6 meses de idade e as fêmeas não podem estar período de gestação. Lembrando que a revacinação deve ser anual.

Prevenção da Leishmaniose canina:

Além da vacina, que já está disponível para a proteção dos cachorros, existem outros métodos de prevenção, como a coleira Sacalibor e a pipeta Advantage Max 3, que são muito usadas para repelir os insetos e consequentemente reduzir a chance do animal ser picado e contrair a doença.

CICLO DE VIDA:

ciclo-da-leishmaniose-caninaImagem: Reprodução

 

Características da Leishmaniose canina visceral:

Parasita: Leishmania chagasi

Transmissão: picadas dos insetos flebotomíneos, como os mosquitos palha, infectados pelo parasita.

Sintomas: aumento do fígado e baço, febre, tosse, diarréia e emagrecimento.

Tratamento: fármacos a base de Antimônio, boa alimentação e bastante repouso.

Hospedeiros: animais silvestres, gatos e, principalmente, cachorros.

Características: mortal, infecciosa e não contagiosa.

Prevenção: controle dos insetos infectados e uso de coleiras contra mosquitos.

 

Características da Leishmaniose canina cutânea:

Parasita: Leishmania brasiliensis

Transmissão: picadas dos insetos flebotomíneos, como os mosquitos palha, infectados pelo parasita.

Sintomas: úlceras na pele e nas mucosas

Tratamento: injeções parasitárias, duas vezes ao dia, durante 30 dias.

Hospedeiros: animais silvestres, roedores, marsupiais, cães e equinos

Características: uma doença infecciosa, não contagiosa e nem letal.

Prevenção: uso de repelentes, coleiras e uma menor exposição à tarde e à noite.

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Autor do blog Bicho de Apê, publicitário por formação e estudante de Medicina Veterinária.

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